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Existem vários métodos de se obter um bonsai. Pode-se simplesmente comprá-lo em um viveiro especializado ou, dependendo da paciência do cultivador, escolher o método que achar mais conveniente.
É o método que requer o maior tempo para a formação do bonsai
(cinco anos, no mínimo). Entretanto, é bastante prazeroso,
permitindo ao cultivador acompanhar, passo a passo, o
desenvolvimento da planta, bem como o controle absoluto da idade da
mesma.
As sementes para
“Misho” são selecionadas a partir de plantas comuns, pois é
importante lembrar que não existem sementes próprias para bonsai.
Uma boa maneira de selecionarmos as sementes é coloca-las imersas em
água fria durante toda à noite anterior ao plantio. As sementes
férteis afundam, enquanto que as “mortas” flutuam. É quase
infalível.
Para realizar o plantio deve-se adquirir uma sementeira. Existem no mercado bandejas apropriadas, entretanto, se você não quiser comprá-las, poderá improvisar um vaso ou bandeja de plástico, de aproximadamente 10cm de profundidade, tendo o cuidado de fazer furos de drenagem no fundo do mesmo e em seguida proceder da seguinte forma:
Coloque no fundo da
sementeira uma tela de nylon para impedir que a terra saia pelos
furos de drenagem;
O vaso/sementeira deve ser
colocado à meia-sombra, em local bem iluminado, mas sem a incidência
direta do sol e protegido do vento. Deve-se ainda ser regado
regularmente. Quando os brotos nascerem proteja-os contra o ataque
de insetos. Após três meses, coloque uma pequena quantidade de
fertilizante.
É um
dos métodos mais compensadores para de obter um bonsai. Na
natureza há plantas que são verdadeiras obras de arte e que são
excelentes para o cultivo da arte, entretanto, devemos sempre
respeitá-las não retirando árvores que não podemos transportar, não
destruindo seu habitat natural e, principalmente, sem autorização
dos órgãos competentes (IBAMA, Min. Agricultura).
Podemos encontrar também árvores ou arbustos que se prestam a esse trabalho em viveiro de mudas, floriculturas ou até mesmo no jardim da nossa casa. Cada árvore ou arbusto que sirva como matéria prima para um bonsai é chamado de “Araki”.
Antes de
iniciarmos a retirada da planta, é necessário que seja analisada a
sua forma: se possui um tronco interessante, se os galhos estão bem
distribuídos e se há um bom “Nebari”. Se conseguirmos “enxergar” um
bonsai, então vale a pena prosseguirmos.
Cubra o fundo do
vaso com uma camada de pedriscos (cascalho), até cerca de ¼ de sua
profundidade e acrescente um pouco de substrato para bonsai; Uma vez que a planta já foi retirada da terra, os galhos devem receber uma poda para equilibrar o volume das raízes: elimine os galhos secos e indesejáveis;
Após cerca de um ano, a planta poderá ser replantada, substituindo o máximo possível da terra original.
É um método mais rápido que o misho. Bastante utilizado no cultivo do bonsai, fornece um tronco já bem próximo à grossura desejada ou até mesmo à pretendida.
As estacas estão
classificadas em dois tipos: estacas basais (aproximadamente 20cm de
comprimento) e estacas de ponteiros (5 a 10cm).
A Enxertia é o método mais utilizado quando se quer preservar espécies puras ou raras, para fins de bonsai. Dois componentes principais entram nesse processo. O enxerto propriamente dito é conhecido por “cavaleiro” e a planta que será enxertada denominada “cavalo”. Na maioria dos casos, o cavaleiro é feito de plantas puras ou raras, e a planta cavalo é uma variedade da mesma espécie, porém mais rústica.
Existem dois métodos principais: o enxerto de topo e o enxerto lateral. No enxerto de topo, a planta cavalo é fendida numa certa altura e aí é inserido o cavaleiro. Neste caso o enxerto usará as raízes e também parte do caule da planta cavalo. Já no enxerto lateral, o cavaleiro é enxertado perto das raízes da planta cavalo; depois que pegar, a parte aérea da planta cavalo é cortada e o cavaleiro passa a se desenvolver usando o sistema radicular da outra planta.
O método da Enxertia possui o inconveniente de apresentar uma cicatriz formada pela junção do cavaleiro com o cavalo. Entretanto, com o desenvolvimento de técnicas mais apuradas, torna-se possível minimizar ao máximo esta falha.
É o método que tem como finalidade desenvolver raízes em galhos ou
ramos e, em decorrência, novas mudas, permitindo que o novo bonsai
cresça bem mais rápido que o plantio através de sementes ou de
mudas. Essa técnica pode ser dividida em dois tipos: Alporquia Aérea
e Alporquia de Solo ou Mergulhia.
Para proceder a esse método da Alporquia Aérea,
escolha uma parte do tronco que seja atraente para a formação de um
bonsai.
Faça duas incisões em volta do tronco, separadas uma
da outra cerca de 3 centímetros. Como regra geral, a distância entre
as incisões deve ser igual a duas vezes o diâmetro da parte do
tronco que está sendo trabalhado.
Descasque cuidadosamente a casca da árvore entre os
dois cortes e limpe muito bem o corte superior, para que as raízes
cresçam imediatamente abaixo deles
Envolva o musgo com uma tela fina de nylon ou com um
pedaço de plástico não transparente e perfurado.
Amarre o “pacote” em baixo e em cima, de forma que o
musgo não caia.
Regue normalmente a planta e a região onde foi
feita a alporquia. Verifique, periodicamente, o desenvolvimento das
raízes.
Após um ano a alporquia estará bem enraizada, corte a
muda logo abaixo do local onde foi feita a alporquia, remova o musgo
com cuidado para não danificar as raízes e plante a muda em um vaso
adequado para o estilo de bonsai pretendido.
Na Alporquia de Solo o galho selecionado deve ser
ancorado junto ao solo, o que propiciará o surgimento das raízes.
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