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O SUBSTRATO PARA BONSAI (Continuação) Vamos entender essa granulometria ou tamanho das partículas nesse substrato: As raízes crescem entre as partículas do solo e, se olharmos bem de perto, veremos que a parte merismática ou capilar vai de encontro à essas partículas, hora mudando de direção no seu crescimento, hora ramificando-se e aumentando de diâmetro, o que é muito bom. Nesse crescimento, as raízes estarão em busca da água disponível que se encontra junto ao ar. Isso mesmo! Todos já viram na escola sobre as propriedades da tensão superficial dos líquidos, que criam um efeito capilar e que elevam um líquido, aderindo a pequenos corpos. Isso fará a água aderir às partículas do nosso substrato granulado, mantendo tanto oxigênio como também a água. Hoje, sabemos que a granolometria ideal para esse substrato varia entre 2 a 5 milímetros de diâmetro. Para conseguirmos estes tamanhos precisamos de duas peneiras. Uma com 1 ou 2 milímetros de malha e a outra entre 4 ou 5 milímetros de malha. Vamos moendo o nosso substrato escolhido e peneirando na peneira de malha maior, o que não passar por esta, deve ser moído novamente até passar completamente. Depois peneiramos na peneira mais fina. Nesse caso, o que passar tem que ser descartado, pois é pó ou pequeno demais. O que ficar nesta última peneira será utilizado! Temos também grãos de dois tipos: o liso, do tipo cascalho de rio lavado (meio vítreo) e os ásperos, do tipo calcário dolomítico (ou Dolomita) moído. O grão mais áspero tem uma área de superfície muito maior que o grão mais liso e isso proporciona uma capacidade de retenção de líquidos muito maior que no grão liso. Portanto, os grãos ásperos são muito mais apropriados na utilização em bonsai. Agora uma informação polêmica!!!
Mais algumas coisas a serem levadas em consideração na
formulação do substrato:
Clima - as estações do ano, clima ou micro
clima local, ventos, média pluviométrica, etc. Vaso – De certa forma, a superfície e material do vaso também influenciam na umidade. Um vaso mais poroso tende a reter mais água. CARACTERÍSTICAS E POSSIBILIDADES DE MATERIAIS No Japão utiliza-se uma composição de “Akadama”, que é uma argila vulcânica e compõe a maior parte do substrato, “Kiryu” extraído próximo à uma cidade de mesmo nome, tem sua composição argilo-arenoso e “Kanuma”, também extraído próximo à cidade de mesmo nome, amarelado, ácido, de origem vulcânica, sem matéria orgânica e muito usado puro nas azaléias. Entretanto, este material todo é muito difícil de ser encontrado no Brasil.
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