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Estilos: Pelo Formato do
Tronco

Chokkan
- São aquelas árvores nas
quais o tronco é totalmente reto, sem curvas, mais grossos na base que no ápice.
Os galhos estão dispostos em tríades (esquerda, direita, para trás) todos ao
redor do tronco, de maneira que formem uma silhueta triangular. Representa as
árvores que crescem em terrenos planos, à distância de outras, recebendo luz
solar em todas as direções, o que proporciona o crescimento dos galhos em todas
os sentidos, sem curvas. Uma das variantes deste estilo é chamado “espanador” (hokidachi).
Aqui o tronco é também reto e sem curvas, mais grosso na base que no ápice,
porém a diferença da anterior é que todos os galhos nascem de um mesmo ponto,
situado geralmente à altura de três vezes a espessura do tronco
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Shakan - Neste
estilo, o tronco nasce inclinado desde o solo, podendo ou não ter curvas.
A característica principal deste estilo é
o fato do topo não se projetar sobre a base do tronco. É um dos estilos em que
a posição dos galhos
tem mais importância,
haja vista que seu ângulo de inclinação dará à árvore a sensação de equilíbrio.
Representam aquelas
árvores que crescem em terrenos em declive ou colinas, e pelo peso da folhagem se inclinam para um lado. Chamaremos SHO-SHAKAN
àquelas árvores com pouca inclinação (até 25°);
CHU-SHAKAN àquelas com inclinação entre 25°
e 40°; e
DAÍ-SHAKAN àquelas que estão quase que horizontais, sem chegar a ser uma
semi-cascata
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Bujin-gi - É um
estilo bastante difícil de definir. A palavra bunjin significa “aquele que sabe”
, e tem sua origem na escola chinesa de desenho Literati, onde mestres de
diferentes artes desenhavam árvores praticamente com um único traço de pincel. A
principal característica deste estilo é o “desequilíbrio equilibrado”. Ele
não segue nenhuma das regulamentações dos estilos mencionados anteriormente.
Fisicamente, o estilo Bujin-gi não apresenta galhos nos dois primeiros terços do
tronco.
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Moyogi - Neste estilo, as árvores crescem retas, com curvas à direita e à
esquerda, à frente e atrás. Se traçarmos uma linha vertical do topo até o solo,
esta deve passar pela base do tronco. Os galhos seguem também uma forma
triangular, devendo, preferencialmente, se localizarem nas curvas externas do
tronco. É uma das formas mais utilizadas de bonsai. É um estilo em que há
infinitas possibilidades para a linha do tronco, posto que é a forma mais
freqüente de árvores na natureza, o único condicionamento é que os galhos
laterais devem crescer pela parte exterior das curvas. Devemos, entretanto,
evitar curvas demasiadamente monótonas e repetitivas ao longo do tronco.
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Bankan
-
As árvores neste estilo
destacam-se pela sua aparência de velhice. As curvas do tronco e as partes de
madeira morta lhes dão um aspecto trágico e lhes fazem majestosas. Representam
aquelas árvores crescendo em zonas altas, expostas à ação da neve, dos raios,
das tormentas, etc.
É um estilo muito apreciado e
bastante valorizado pela dificuldade técnica em manter viva uma árvore, com
apenas uma parte do seu tronco vivo. Muitos dos bonsai naturais encontrados nas
montanhas e modelados pela natureza se adaptam a este estilo.
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Fukinagashi
- São aquelas árvores que, sendo inclinadas, se diferenciam do estilo SHAKAN
porque só possuem galhos no lado em que o tronco se inclina. Representam as
árvores que estão expostas a uma força lateral constante do vento, o que faz com
que os galhos apontem para uma determinada direção. Essas árvores são,
geralmente, encontradas nas regiões costeiras.
Neste estilo também é muito
importante o ângulo de inclinação dos galhos em relação ao tronco. Assim como a
posição da planta no vaso, atendo em vista que não existem galhos em um dos
lados do tronco, o que também produz uma sensação de instabilidade.

Kengai -
Este estilo representa as
árvores que crescem entre as rochas das montanhas escarpadas e que, pela ação de
seu próprio peso, caem verticalmente. É um estilo muito peculiar em bonsai, pois
requer um vaso mais profundo que o habitual, o que proporciona o equilíbrio
visual. O tronco pode ou não ter curvas, porém os galhos devem estar dispostos
em camadas que estejam ao alcance da luz solar.
No estilo Kengai, o topo da
árvore deve estar abaixo da borda do vaso. Quando o ápice da árvore está na
mesma altura da borda, chama-se HAN-KENGAI (Meia-cascata); e quando temos uma
parte da árvore se direcionando para cima e outro galho em forma de cascata,
chamamos de GAITO-KENGAI (Cascata em cúpula). Quando temos mais de um tronco em
forma de cascata, chamamos de TAKAN-KENGAI
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