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Guia de Espécies
Pithecellobium tortum Mart.
(Leguminosae-Mimosoideae)
NOMES POPULARES: Tataré, Jacaré, Angico-branco, Jurema, Vinhático-de-espinho.
DESCRIÇÃO: Árvore decídua, espinhenta, nativa do Brasil. Bastante ornamental, principalmente, pela forma e coloração do tronco e dos galhos. Atinge cerca de 12 metros de altura e até 50 cm de diâmetro. Possui folhas compostas, bipinadas, com três jugos de pinas e folíolos em número de 5-8 pares por pina. Flores dispostas em capítulos globulares, com numerosos estames esbranquiçados.
SITUAÇÃO: Planta de exterior. Necessita ficar situada a pleno sol, em local bem arejado. É recomendável, entretanto, protegê-la com uma tela de sombreamento.
REGA: Constante nas estações quentes ou de crescimento da planta e moderada durante o Inverno, de maneira que o substrato permaneça continuadamente úmido.
ADUBAÇÃO: Utilizar, preferencialmente, um adubo líquido. Durante a estação de crescimento vegetativo (Primavera até final do Verão), adube a cada quinze dias e, mensalmente, nos períodos de estabilidade (Outono/Inverno).
PODA: Eliminar os galhos compridos ou mal-formados, de forma a manter o estilo bem definido. Cortes nos galhos, efetuados um pouco acima da folha, favorecerão o surgimento de uma nova brotação na direção desta.
ARAMAÇÃO: O Pithecellobium tem um crescimento bastante vigoroso e, por este motivo, deve-se ter o máximo cuidado para que os arames não deixem marcas indesejáveis no bonsai. Uma boa alternativa é a utilização de fios, tracionados ou em forma de torniquetes, de modo a direcionar os galhos na direção desejada.
PROPAGAÇÃO: Dá-se facilmente através de sementes colhidas diretamente da árvore ou logo após caírem no chão. Outra maneira de se obter boas mudas é através do método da Alporquia.
TRANSPLANTE: O Pithecellobium necessita ser reenvazado a cada dois anos. Nessa ocasião devem ser eliminadas a metade das raízes. A melhor época para este procedimento é o início da Primavera, nas regiões com as estações bem definidas, ou durante o período chuvoso, no Nordeste. O Substrato deve possuir boa drenagem, com pelo menos 30 % de pedriscos de 2 a 3 mm.
CURIOSIDADES: A palavra Pithecellobium vem do grego PITHEKOS = MACACO e ELLOBION = ORELHA, fazendo uma alusão à forma de seus frutos retorcidos, semelhante à orelha de um macaco. Tortum vem do latim TORTUS-A-UM = RETORCIDO, pela forma retorcida dos seus frutos.
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