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    Guia de Espécies

     

     

    Myrcia aff. guianensis  (Lam.)DC

     

    (Myrtaceae)

     

      

     

    NOMES POPULARES: Pau_mulato.

     

    DESCRIÇÃO: Árvore de tamanho mediano e crescimento lento. Nativo do Brasil, habita as dunas e tabuleiros litorâneos nordestinos. Possui folhas opostas, coriáceas, oblongo-lanceoladas, curto-pecioladas;  vermelhas quando novas e verde-escuro, brilhantes, quando na maturidade. Suas flores são alvas, dispostas em cachos. Seus pequenos  frutos possuem uma casca que, quando maduros, assume uma coloração arroxeada; sua polpa é aquosa, um pouco ácida, que cobrem uma ou  duas sementes. O tronco do pau-mulato possui uma coloração que inclui o branco-acinzentado ao marrom-avermelhado.

     

    SITUAÇÃO: Planta de exterior. Necessita ficar situada a pleno sol, em local bem arejado.

     

    REGA: Apesar de ser bastante resistente às altas temperaturas, é recomendável manter o solo sempre úmido, para favorecer o o bom desenvolvimento das folhas. Nos períodos chuvosos, regar com moderação.

     

    ADUBAÇÃO: Utilizar, preferencialmente, um adubo de lenta decomposição ou, na falta deste, uma mistura de torta de mamona + farinha de osso, em proporções iguais, durante a estação de crescimento vegetativo (Primavera até final do Verão).  Repita a aplicação a cada 45 dias ou após a completa decomposição do adubo. No Inverno, suspenda adubação.

     

    PODA: Eliminar os galhos compridos ou mal-formados, de forma a manter o estilo bem definido. Cortes nos galhos, efetuados um pouco acima da folha, favorecerão o surgimento de uma nova brotação na direção desta.

     

    ARAMAÇÃO:  O pau-mulato tolera bem à aramação. Entretanto, deve-se evitar utilizar essa técnica nos galhos mais grossos, pois há o risco de quebrá-los. Por este motivo, é recomendável aramar os galhos enquanto estiverem maleáveis, não lignificados.

     

    PROPAGAÇÃO: Através de sementes colhidas diretamente da árvore pelo método da Alporquia.

     

    TRANSPLANTE: A cada dois anos, fazendo uma limpeza nas raízes mal-formadas e reduzindo as raízes muito compridas.  A melhor época para este procedimento é o início da Primavera, nas regiões com as estações bem definidas, ou durante o período chuvoso, no Nordeste. O substrato deve possuir boa drenagem: 40 % de pedriscos de 2 a 4 e mm, 40 % de argila granulada (tijolo triturado) + 20% terra vegetal de boa procedência. Uma dica para aumentar a massa radicular do pau-mulato é, durante o transplante, deixar o torrão submerso em água + hormônio enraizador.

     

     

     

     

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