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    Guia de Espécies

     

     

    Zizyphus joazeiro Mart.

     

    (Rhamnaceae)  

    Nomes Populares: Juá, Juazeiro, Juá-fruta, Laranjeira de Vaqueiro

    Características: Árvore de porte mediano, alta, às vezes, de tronco reto ou tortuoso, armado de fortes espinhos, com ramos flexuosos, subdivididos , pubescentes ou não, que  freqüentemente se esgalham a partir da base do caule. Folhas alternas, pecioladas, elípticas, duras, verde-reluzentes, serrilhadas na base, com 3-5 cm nervuras inferiormente pubescentes. Flores pequenas, amarelo-esverdeadas, reunidas em inflorescências cimosas. Fruto comestível globoso, amarelado, com uma semente grande, envolto em poupa mucilaginosa, doce, branca. É uma das plantas arbóreas típicas dos sertões nordestinos. Cresce em toda parte, inclusive nos tabuleiros mais áridos e pedregosos, onde adquire uma feição quase arbustiva. Conserva-se sempre verde, nunca perde totalmente sua folhagem, que se renova na Primavera.

    Ambiente: Tipicamente de exterior, em locais bem iluminados e ventilados. 

    Regas: O Juazeiro é bastante resistente às altas temperaturas e suporta a ausência de água por vários dias. Podemos regá-lo quando o solo apresentar-se levemente seco, ou diariamente, nos meses mais quentes e a cada três dias, nos períodos mais frios.. 

    Adubação: Adubar quinzenalmente durante a Primavera e o Verão, utilizando um fertilizante líquido ou de lenta decomposição, apropriados para bonsai. Durante os meses chuvosos ou de muito frio. Suspender a adubação.

    Podas: Eliminar os galhos secos e malformados. Reduzir a dois pares de folhas os galhos mais compridos para estimular a brotação e formar camadas mais compactas. Extrair com um alicate de corte côncavo os espinhos mais duros, que machucam e causam muita dor. 

    Aramação: O juazeiro possui galhos bastante rígidos quando lignificados. Por essa razão devemos aramar os galhos quando estes ainda estão finos e maleáveis.  Antes de proceder a aramação é recomendável eliminar todos os espinhos

    Transplante: A cada dois anos, ou sempre que as raízes apresentarem-se circulando a borda do vaso. Na natureza o juazeiro possui um sistema radicular provido de uma raiz principal pivotante  bastante profunda, capaz de coletar a escassa umidade existente no subsolo. Como no bonsai essa característica torna-se desnecessário, devemos eliminá-la  completamente se houver muitas raízes secundárias ou gradativamente, se existirem poucas. Estando o sistema radicular equilibrado reduz-se, por ocasião de cada transplante, 1/3 das raízes. Com uma mistura de (40% de pedrisco) + (40 argila granulada) + (20 matéria orgânica) temos obtido um resultado satisfatório. 

    Dica: Dificilmente um juazeiro coletado na natureza sobreviverá. A maneira mais segura e eficaz é através do método da semeadura feito através de sementes recém coletadas.

     

     

     

     

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